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Ata da Reunião de 23 de Novembro de 2018

Ata da reunião do CGI.br

Data: 23 de Novembro de 2018

Local: Sede do NIC.br – São Paulo/SP

A reunião foi dirigida pelo Coordenador e Conselheiro do CGI.br, Maximiliano Salvadori Martinhão, e pelo Conselheiro Luiz Fernando Martins Castro, e com a participação dos seguintes membros:

Antonio José Barreto de Araújo Junior – Representante da Casa Civil da Presidência da República (Participação Remota); 

Demi Getschko – Representante de Notório Saber em Assuntos de Internet;

Eduardo Fumes Parajo – Representante dos Provedores de Acesso e Conteúdo da Internet;

Eduardo Levy Cardoso Moreira – Representante dos Provedores de Infraestrutura de Telecomunicações (Participação Remota);

Flávia Lefèvre Guimarães – Representante do Terceiro Setor;

Franselmo Araújo Costa – Representante do Ministério da Defesa;

Henrique Faulhaber Barbosa – Representante da Indústria de Bens de Informática, de Telecomunicações e de Software;

José Luiz Ribeiro – Representante da Comunidade Científica e Tecnológica;

Luiz Fernando Martins Castro – Representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações;

Marcos Dantas Loureiro – Representante da Comunidade Científica e Tecnológica (Participação Remota);

Maximiliano Salvadori Martinhão – Representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações;

Nivaldo Cleto – Representante do Setor Empresarial Usuário;

Otávio Luiz Rodrigues Junior – Representante da Agência Nacional de Telecomunicações;

Percival Henriques de Souza Neto – Representante do Terceiro Setor;

Tanara Lauschner – Representante do Terceiro Setor;

Thiago Tavares Nunes de Oliveira – Representante do Terceiro Setor;

Vinícius de Faria Silva – Representante Suplente do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Assessoria do CGI.br:

Hartmut Richard Glaser – Secretário Executivo do CGI.br;

Carlos Francisco Cecconi – Gerente da Assessoria Técnica;

Juliano Cappi – Gerente Adjunto da Assessoria Técnica;

Jean Carlos Ferreira dos Santos – Assessor Técnico.

Corpo Técnico do NIC.br:

Frederico Neves –  Diretor de Serviços e de Tecnologia;

Milton Kaoru Kashiwakura – Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento. 

Convidado: 

Benedicto Fonseca Filho – Ministério das Relações Exteriores (Participação Remota).

01. Abertura

Maximiliano deu início à reunião com os registros das participações remotas: Eduardo Levy, Antônio José Barreto e Benedicto Fonseca. 

Como não havia informes, passou-se à aprovação da ata. 

02. Aprovação da Ata Reunião de 18/10/2018

O Secretário Executivo, Hartmut Glaser, informou que foram solicitadas algumas correções na ata e todas foram incluídas. A ata foi aprovada como apresentada. 

03. Relatórios

FORUM => Goiania – 04 a 07/11/2018

O Conselheiro José Luiz Ribeiro fez um relato preliminar sobre a realização do VIII Fórum da Internet, realizado em Goiânia. José Luiz destacou que o relatório final ainda está em processo, tendo em vista os relatórios dos workshops ainda serão enviados. José Luiz registrou agradecimento em nome do GT Fórum à equipe do NIC.br envolvida no evento. Registrou agradecimentos também ao Prof. Flávio Wagner e aos conselheiros que estiveram presentes. Observou que houve baixa participação dos conselheiros do setor governamental e do setor empresarial. Citou os nomes dos conselheiros desses setores que tiveram presentes: Luiz Fernando Martins Castro e Nivaldo Cleto. No dia zero estiveram presentes os Conselheiros Eduardo Parajo e o representante suplente, Alexandro Castro.

José Luiz destacou a participação dos jovens do Programa Youth. Segundo ele foi uma participação muito satisfatória. Ele ponderou sobre o local do evento, pontuando que estava afastado do centro da cidade e isso pode ter prejudicado a chegada das pessoas. Mencionou que as chuvas que ocorreram durante o evento podem também ter sido um empecilho para uma maior participação da audiência. Destacou a execução orçamentaria do evento, informando que o total previsto era de R$ 1.053.266,00 e foi gasto R$ 1.013.172,27. Apresentou o detalhamento da execução do orçamento. O orçamento foi cumprido e parte disso se deve ao apoio da RNP no fornecimento da Internet e a disponibilização do espaço pela UFG. 

Flávia Lefèvre fez registro sobre a reunião da Câmara de Universalização e Inclusão Digital. Destacou que a reunião foi muito importante. Contou com a presença de representantes da Anatel, TCU, MCTIC e de vários representantes de empresas, incluindo pequenos e médios provedores. A Assessoria fez um resumo de tudo o que aconteceu e o Alexander Castro também enviou contribuição. Todo esse material será consolidado para trazer ao pleno. Flávia ressaltou que houve considerável participação do governo e setor empresarial, o que traz mais relevância para os debates. Acredita que é possível tirar algo da reunião, pois foi bastante produtiva. 

Maximiliano Martinhão parabenizou a atividade da Câmara de Universalização e ressaltou que houve um número grande de participação. 

José Luiz apresentou os números da participação dos jovens. Foram 25 jovens bolsistas (12 do sexo feminino e 13 do sexo feminino).

O assessor Carlos Cecconi esclareceu que os questionários de avaliação serão enviados para os participantes do Fórum e também para os jovens do Programa Youth. Em seguida, Cecconi disse que houve baixa adesão dos jovens da região de Goiânia para as vagas do Programa Youth disponibilizadas para a localidade. As vagas que tinham apoio financeiro foram todas preenchidas. 

José Luiz fez uma avaliação final do processo. Disse que o CGI.br tem uma metodologia bem-sucedida de organização do Fórum e agora é necessário replicá-la nas próximas edições. Acredita que o GT deve se concentrar em tarefas maiores, como decidir temas, local e data. Não é necessário que o GT entre no nível operacional pois a equipe dá conta. Da mesma forma que a EGI não precisa de um GT para funcionar todo ano, o Fórum pode acontecer da mesma forma, do ponto de vista da gestão e execução. Disse que existe interesse em sediar o Fórum em Florianópolis, em Belo Horizonte e em Recife. Mencionou que o local e a data do IGF 2019 já está definida, portanto, o CGI.br precisa definir as datas e local tendo em vista esse calendário. 

Thiago Tavares concordou que o formato do Fórum evoluiu e atingiu um nível de maturidade, mas algo que ele tem notado é que, por alguma razão, o Fórum não tem conseguido engajar o público. Observou que a comunidade acadêmica da UFG estava totalmente alheia ao evento. Houve um esforço para levar o Fórum e uma infraestrutura grande, incluindo pessoas. Isso teve um custo muito grande e fez com que o evento chegasse a mais de um milhão de reais. A reflexão que deve ser feita é sobre se vale a pena levar todo o Fórum para outra cidade. Ponderou que levar o Fórum para Goiânia não valeu a pena, tendo em vista que a comunidade local não se mobilizou. Recomendou a manutenção do calendário fixo do Fórum em São Paulo, como ocorre com o Seminário de Privacidade e, complementarmente, seriam realizadas versões pequenas e itinerantes nas diferentes regiões do país no primeiro semestre de cada ano. Essa versão seria mais coerente em termos de custos e infraestrutura. Falou que o que ele viu foi um deslocamento de pessoal e de público — que majoritariamente eram da região sudeste – para Goiânia. Houve todo esse esforço para o Fórum ser em Goiânia, mas não houve o retorno adequado, tendo em vista o investimento. 

Flávia Lefèvre concordou com o ponto de Thiago Tavares sobre a necessidade de engajamento da comunidade local, por exemplo, localizando pessoas chaves para serem envolvidas no processo. Disse que viu muitas pessoas da localidade no evento, inclusive teve pessoas da própria UFG que chegaram já com o evento iniciado porque souberam apenas de última hora. Houve também muitos participantes de Brasília. Afirmou que o Fórum foi muito bom e que houve um amadurecimento desde edição passada, onde o novo modelo passou a ser adotado. Disse que participou de workshops muito bons, mas faltou mais diversidade de assuntos, pois algumas atividades ficaram concentradas em poucos temas. Entretanto, Flávia defendeu a importância de se manter o rodízio de cidades para o Fórum, pois é uma forma de envolver e disseminar a cultura da governança da Internet por todo o país. 

Nivaldo Cleto destacou apresentação feita por ele e José Luiz para os jovens do Programa Youth durante o Fórum. Afirmou que não tinha noção da importância e do significado desse programa. Ele parabenizou a todos os envolvidos na iniciativa e reforçou a importância do CGI.br continuar patrocinando o programa. Nivaldo destacou que o local do evento ficou muito longe e havia poucos hotéis disponíveis. Houve bons temas, mas faltou mais divulgação. Nivaldo também disponibilizou-se para participar do GT Fórum. 

Percival Henriques esclareceu que não pode participar do Fórum porque teve outras atividades no mesmo período. Concordou com uma parte do que Thiago Tavares mencionou sobre os custos, mas discordou que esses custos estejam relacionados à realização do evento fora de São Paulo. Percival destacou a proposta feita por ele em reunião anterior sobre a adoção do modelo do LACIGF para o Fórum – abertura de candidaturas para sediar o evento. Disse que é necessário avaliar os locais no sentido de identificar quem está interessado de fato em sediar o evento. Para Percival, a baixa adesão ao evento deveu-se à ausência de mobilização local. 

Marcos Dantas discordou dos pontos que Thiago levantou. Afirmou que o evento foi bem-sucedido dado que mais da metade do total de participantes foi da região Centro-Oeste, o que confirmou o acerto da decisão de levar o Fórum para Goiânia. Se era interesse criar uma mobilização local em torno de um tema no qual a comunidade da região não está envolvida, os números informados confirmavam o sucesso da iniciativa. Isso mostra que o evento teve o papel de fomentar o debate local em um lugar onde não existe esse debate. Porém, a falha identificada por ele foi a divulgação, que é um problema recorrente. Marcos Dantas ressaltou a necessidade de buscar divulgação na mídia local quando o evento ocorrer em locais fora do eixo tradicional. Esse aspecto precisa ser avaliado, pois o problema vai permanecer, independentemente da região onde ocorrer o evento. Fundamentalmente foi um sucesso, mas faltou um trabalho de mídia. 

José Luiz informou que houve algumas iniciativas de divulgação local. Ele deu uma entrevista no segundo dia do evento para a CBN de Goiânia, embora reconhecesse que deveria ter mais mídia e divulgação com mais antecedência. 

Luiz Fernando reiterou os cumprimentos feitos por ele ao José Luiz ao longo do evento. Disse que concordava com as avaliações colocadas. Na questão dos gastos, Luiz Fernando remeteu ao Seminário de Privacidade, pontuando que é um evento que possui um orçamento menor que o do Fórum. O ponto que necessita ser discutido é qual a missão que o CGI.br quer para o Fórum. Afirmou que apenas falar na mídia não é suficiente, devendo haver também um trabalho de base nas localidades. 

Eduardo Parajo levantou o ponto de que nem toda localidade haverá a mesma quantidade de publico. Cada local tem seus interesses e particularidades, de modo que alguns terão mais público do que outros. Afirmou que o espaço do evento foi muito bom, incluindo as salas dos Workshops. Reforçou a necessidade de reunião do GT para discutir essas questões.

Maximiliano destacou que há uma avaliação de que a organização do evento foi boa e houve um aprendizado. Mencionou que o objetivo do Fórum é viajar e levar as discussões para outros locais e buscar trazer outras perspectivas. Na questão do tipo de evento, considerando comentários de Luiz Fernando e Thiago Tavares — que trouxe uma perspectiva nova para o vento – Maximiliano mencionou a Semana de Ciência e Tecnologia do MCTIC como um exemplo nesse sentido. Destacou que os pontos levantados demanda uma reflexão detalhada e uma escolha. Reforçou o aspecto da divulgação do evento. 

Encaminhamento: Deve-se analisar as sugestões apresentadas e realização da reunião do GT para tratar dos temas e organização. 

04. Apresentação do CERT.br/NIC.br

Os conselheiros receberam os gerentes do CERT.br, Cristine Hoepers e Klaus Steding-Jessen, para apresentação das atividades desenvolvidas pelo centro.

Hartmut Glaser destacou decisão anterior do CGI.br de trazer para as reuniões do pleno relatos das atividades desenvolvidas pelas áreas do NIC.br. Destacou que a apresentação do CERT.br havia sido prevista para reuniões passadas, porém não ocorreu devido a rearranjos na pauta.

O áudio e o PDF da apresentação estão disponível em: 

ApresentacaoCERT.mp3

ApresentacaoCERT.br.pdf

Devido ao horário, Luiz Fernando verificou as perguntas e observou que Cristine e Klaus retornassem posteriormente para discussão com pleno. 

05. PP-ITU em Dubai => Destaques (inversão de pauta)

Os conselheiros receberam o Sr. Bruno Ramos, Diretor Regional do Escritório Regional das Américas da União Internacional de Telecomunicações (ITU). 

O áudio e o PDF da apresentação estão disponível em: 

[áudios Bruno Ramos Parte 1, Parte 2 e Parte 3]

AudioBrunoRamos_Parte1.mp3

AudioBrunoRamos_Parte2.mp3

AudioBrunoRamos_Parte3.MP3

BrunoRamos.pdf

Ao final da apresentação e discussão, Bruno Ramos disponibilizou-se para colaborar com o CGI.br. Mencionou projeto sobre redes comunitárias que será desenvolvido com recurso da ISOC e ressaltou que seria bem-vinda a colaboração com o CGI.br no projeto.

O Prof. Glaser pediu para Bruno encaminhar a proposta para avaliar possibilidade de apoio e colaboração. 

06. Blockchain/NIC.ar (Inversão de Pauta)

O pleno recebeu o Sr. Julián Dunayevich, representante do NIC.ar, para apresentar o projeto Blockchain Federal Argentina. 

O áudio e o PDF da apresentação estão disponível em: 

[áudios Julián Dunayevich Parte,1, Parte 2, Parte 3]

AudioJulianDunayevich_Part1.mp3

AudioJulianDunayevich_Parte2.MP3

AudioJulianDunayevich_Parte3.MP3

JulianDunayevich.pdf

Após finalizada a apresentação do Sr. Julian, abriu-se para discussão. 

O Prof. Glaser mencionou que Julián tem um contato muito grande com o NIC.br e é um dos líderes da governança da Internet na Argentina e, atualmente, é diretor executivo do NIC.br.

Demi Getschko acrescentou ainda que Julián é um dos pioneiros na área de redes na América Latina e originalmente veio da Universidade de Buenos Aires.

Thiago Tavares comentou sobre a importância de Blockchain (BC) em serviços públicos. Perguntou se Julián visualizava alguma aplicação de BC em casos de nomes e números e de que maneira o NIC.br se beneficiaria dessas aplicações. Thiago perguntou também como o modelo apresentado por Julián tem sido recebido pelo mercado, que tem enumeras plataformas de BC. Perguntou se o mercado tem enxergado a proposta como um novo competidor ou se tem criado algum tipo de resistência. Perguntou também qual o modelo de sustentabilidade da plataforma. 

Julián mencionou no processo de registro. Explicou que no caso de qualquer registro, em qualquer NIC, passam por um trâmite, que envolve um processo, data, início, finalização e possibilidade de disputa por esse domínio. Essa disputa também precisa ser mediada – cada NIC implementa um modelo, mas há que se guardar em um registro centralizado e deve ser transparente. Julián observou que existem dois modelos de BC em debate: modelo livre e um modelo proprietário. Cada caso depende de um modelo diferente. É da opinião de que os dois modelos valem. O que tem se falado é que para uma grande quantidade de aplicações, esse modelo proprietário vale, porque é semipúblico. As preocupações fundamentais têm sido porque as transações não custam. Os que estão com o modelo livre eliminam o conceito de criptomoeda. Enfatizou que algumas aplicações requerem o esquema de criptomoedas e outros não. Existem casos em que a cadeia de valor tem que ser buscada em outro lugar. O tema da sustentabilidade também é um debate. 

Luiz Fernando questionou se haverá no modelo argentino o controle de qualidade das aplicações ou de quem faz a transação na rede para não gerar a falsa aparência de validade. Para autocrítica do NIC.br, questionou se o NIC.ar estava encarando o projeto como uma missão de Estado, um produto de mercado ou uma contribuição para o setor.

Otávio Luiz fez comentário sobre direito de danos, questionando se existe alguma reflexão acerca de responsabilidade civil no direito argentino e se houve alguma mudança ou projeto de lei acerca de serviços de autenticação e registro de imoveis. Otávio acredita que exista uma superposição e um problema de competência entre BC e esses serviços. 

Julián explicou que existe efetivamente é uma ameaça. Mencionou que já existia essa preocupação nos 90 com a ameaça que a Internet representava para as empresas de telefonia. Evidentemente há todo um debate em torno desse marco normativo. Atualmente há deputados que estão discutindo o assunto e propondo leis. Pontuou que o debate legislativo precisa pensar muito bem sobre as vantagens e desvantagens. O BC não deixa de ser um paradigma. Há elementos muito fortes para Internet e há uma ruptura no conceito de intermediários públicos e privados. Esse esquema de eliminação de intermediário pode ser feito com a participação de todos os setores.

Vinícios de Faria observou que o governo utiliza vários modelos tecnológicos e legados e talvez muitos permanecem eternamente ou por muito tempo. Pensando em um novo modelo, perguntou como ficará isso em um futuro em que os trâmites do governo terão de estar integrados em BC dando interoperabilidade e certificação. Vinícius comentou ainda sobre a infraestrutura de chaves públicas. Disse que é bem provável que essa tecnologia vai ser bem disruptiva em relação a certificação digital. Perguntou se tende a ser disruptiva nesse contexto. 

Tanara Lauschner perguntou quem valida o BC nesse modelo federado. Perguntou se somente os órgãos credenciados ou se um novo parceiro poderia entrar e participar da validação.

Julián explicou que a validação é anônima. 

Henrique Faulhaber comentou que o projeto é muito exitoso e fomenta a certificação digital, inovação e maior confiança no ambiente digital. Ele perguntou se Julián tem ideia do valor dos custos envolvidos em termos de tempo e recursos humanos.

Julián explicou que em termos de recursos, o NIC.ar não coloca nenhum recurso para gerar blocos. Atualmente sua equipe possui cinco pessoas e o trabalho vem sendo feito há cinco ou seis meses.

Maximiliano agradeceu a colaboração de Julián. Mencionou a Câmaras de Inovação – que pretende tratar de inteligência artificial, BC e outros temas – e provavelmente Julián receberá um convite para colaborar. Maximiliano comentou também sobre a possibilidade de uma estratégia em conjunto sobre BC para o Mercosul.

Julián agradeceu pelo convite. Disse que foi uma honra dar uma palestra em um espaço com o CGI.br, destacando que seria uma grande satisfação colaborar e avançar em conjunto. 

07. Orçamento CGI.br para 2019

Hartmut Glaser mencionou discussão no Conselho de Administração sobre o orçamento do CGI.br e NIC.br.

Não houve encaminhamentos neste ponto.

 08. Calendário de Reuniões para 2019 

Glaser apresentou proposta de calendário das reuniões do pleno do CGI.br. Perguntou se a primeira reunião do ano, agendada para acontecer em 18/01, poderia ser reagendada, considerando que haverá algumas reformas na sala de reuniões, pois não há como garantir que não haverá atrasos na obra. Esclareceu que em julho haverá duas reuniões do pleno em razão da coincidência da reunião da ICANN em junho.

Marcos Dantas manifestou-se contrário ao cancelamento da reunião de janeiro em razão da posse do novo governo e possibilidade do CGI.br ter de se movimentar já no início do ano.

Encaminhamento: Glaser pediu que os conselheiros analisassem a proposta de calendário, ficando definido a aprovação para a próxima reunião do pleno. 

09. Comunicados Finais 

O Prof. Glaser perguntou qual o encaminhamento do CGI.br para o documento "Chamado de Paris para a Confiança e Segurança no Ciberespaço (Paris Call for Trust and Security in Cyberspace) < HYPERLINK "https://www.diplomatie.gouv.fr/IMG/pdf/paris_call_text_-_en_cle06f918.pdf"https://www.diplomatie.gouv.fr/IMG/pdf/paris_call_text_-_en_cle06f918.pdf, lançado pelo Governo Francês durante o IGF. Informou que há dois tipos de adesão ao documento: país e entidade. A declaração foi encaminhada na lista para avaliação e se mencionou no e-mail que seria interessante uma manifestação. Disse que a ISOC fez algo diferente, resolvendo apoiar, mas também fazendo algumas ressalvas. Glaser sugeriu que fosse discutido em separado, sem ter que esperar até a reunião que vem para encaminhar. 

Luiz Fernando pontuou alguns aspectos do discurso feito pelo Presidente Francês, Emanuel Macron, e disse que a questão é que o CGI.br precisa pensar até que ponto deseja se aprofundar nessa questão. 

Demi Getschko observou que a declaração mencionada, como o título sugere, não é algo que dá para “ser contra”. Ele iria na linha da ISOC, mas sem a necessidade de assinar o documento. Observou que o número de países que assinou a declaração é pequeno e que somente duas organizações brasileiras havia assinado até aquele momento. Disse que é preciso ter cuidado, destacando que a concordância com a declaração deve ir no sentido dos princípios que ela coloca e não se aproximar da manobra política que há por trás. 

Flávia Lefèvre concordou com os pontos colocados por Demi. Destacou que a fala do Macron possui pontos que estão de acordo com os princípios do CGI.br, mas há outros que resvalam e põe em dúvida alguns princípios. Como o CGI.br já não assinou o Chamado de Paris logo no início na primeira leva e seria estranho assinar agora com ressalvas, Flávia recomendou a produção de uma nota do CGI.br que trate do discurso do Macron, pois a manifestação do Presidente teve um peso e é bastante significativa em diversos sentidos, sendo direcionada a vários atores. Reforçou a proposta de nota a partir de pontos que o CGI.br considera positivos, até como um resumo do que aconteceu durante o IGF.

Percival Henriques destacou uma série de outros documentos e manifestações importantes, alguns com maior facilidade de adesão. Mencionou o aspecto da transnacionalidade. Disse que a produção de uma nota do CGI.br deve reconhecer que a preocupação do Macron é significativa, por outro lado, deve-se considerar que o discuso do Presidente extrapolou a agenda da França para um contexto internacional. 

Thiago Tavares complementou o ponto de Percival, destacando a necessidade de separar o discurso do Macron e da declaração em questão. O discurso abordou muitos temas relacionados aos interesses franceses e propôs uma agenda bastante ambiciosa. No discurso há vários assuntos tratados a partir da ótica francesa e a declaração possui um conjunto de sugestões muito mais consensual. O fato é que o documento representa uma proposta de agenda liderada pela França e Europa. O discurso vai ganhar relevância assim como ganhou relevância o discurso da Ex-presidente Dilma na ONU, que impactou a agenda e culminou com a NETmundial. Thiago questionou sobre qual o protagonismo que o CGI.br quer nesse contexto e mencionou que o Comitê angariou um capital internacional político muito grande, mas que esse capital se dissolveu nos últimos anos, o que não significa que tenha perdido a relevância. Se o CGI.br resolver aderir, é necessário verificar as formas e critérios possíveis de adesão e como isso será comunicado. O que não pode ocorrer é colocar o nome do CGI.br no meio de várias entidades e isso acabar se perdendo. 

Eduardo Parajo corroborou a opinião de Thiago Tavares. Mencionou discussão na reunião do Conselho de Administração do NIC.br sobre a transição governamental e disse que não se sabe qual será a orientação a partir do ano que vem. Opinou que o momento para manifestar apoio já passou, portanto não cabia apoiar algo que não se acompanhou. Pediu cuidado com o assunto, pois os franceses têm formas muito próprias de abordar a Internet. O ideal é esperar mais um pouco.

Luiz Fernando concordou com Parajo, recomendando que se aguarde um pouco e analise mais criticamente, mas nada impede de analisar a declaração e ver o que está alinhado com os princípios e ações do CGI.br. 

Flávia Lefèvre ressaltou que o IGF tratou de assuntos muitos relevantes como inteligência artificial, ética e influência da Internet nas eleições. Nesse contexto, seria interessante uma manifestação do CGI.br não apenas sobre a declaração, mas também sobre o discurso do Macron, que ela considera bem mais contundente do que a declaração. 

Nivaldo Cleto falou que o discurso do Macron foi importantíssimo e que fazer uma manifestação nesse sentido é importante para o CGI.br. Sugeriu que fosse enviada uma proposta de nota para a lista com um prazo para os conselheiros se manifestarem. 

Luiz Fernando encaminhou o assunto no sentido de preparar uma nota. Recomendou a análise da declaração e discurso em seus grandes temas, confrontando-os com os princípios do CGI.br. A partir disso será produzida uma manifestação na forma de nota. 

Encaminhamento: Assessoria preparará uma minuta de nota e circulará entre os conselheiros. 

Thiago Tavares observou que a próxima reunião do pleno será a última do ano. Questionou se seria pertinente fazer um documento e convidar a equipe de transição ou fazer uma reunião com uma comissão do novo governo.

Luiz Fernando disse que o assunto surgiu na reunião do Conselho de Administração do NIC.br. Falou-se nessa reunião que não existe uma definição clara de estrutura de ministérios, assim como de pessoas que ocuparão as posições. Chegou-se à conclusão de que não há maturidade e um interlocutor definido, embora isso possa mudar nas próximas semanas. Luiz Fernando consultou o Ministro Gilberto Kassab sobre o assunto, mas não obteve resposta definitiva no momento. Pediu para esperar um momento, atentando-se para qualquer mudança de cenário. 

Glaser fez breve relato da reunião do Conselho de Administração do NIC.br. Foi disponibilizado junto à pauta um rascunho do orçamento. Observou que o rascunho precisa ser discutido em alguns detalhes porque constava apenas os grandes númeroa. Uma das especificações importantes para a Secretaria Executiva é definir como vai se tratar os eventos a partir do próximo ano. Ele sugeriu modificação na forma de apoio aos eventos dos setores, propondo que o CGI.br adotasse alguns eventos como parte do calendário permanente e que se encerrasse o modelo de balcão.

Luiz Fernando ressaltou que a questão trazida sobre os eventos era bastante relevante, porém de uma grande complexidade para ser tratado no final da reunião.

Tanara Lauschner questionou se ideia de Glaser era fazer eventos com estilo semelhante ao Seminário de Privacidade e Fórum ou adotar eventos dos setores já existentes e apoiar como eventos do CGI.br.

Glaser esclareceu que a ideia é trazer as propostas para discussão e que não havia nada fechado. Solicitou que os conselheiros pensassem no assunto para discussão na próxima reunião ou na reunião de janeiro.

Luiz Fernando ressaltou que o assunto precisa ser retomado. Observou que os critérios para patrocínio precisam ser definidos. Pode até ser balcão, mas que tenha critérios estabelecidos. 

Marcos Dantas manifestou preocupação de que com a mudança proposta alguns eventos que tradicionalmente entram por meio de balcão possam ser prejudicados. 

Continuando o resumo da reunião do Conselho de Administração, Glaser informou sobre o incidente ocorrido com o IX.br. 

Milton Kashiwakura, Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, explicou que a infraestrutura de IX de São Paulo é a terceira maior do mundo em termos de volume de troca de tráfego e uma das maiores em número de participantes e isso traz uma grande complexidade. O equipamento que estava sendo usado tinha uma porta de 10G e estava iniciando portas de 100G e se continuasse nessa linha, os recursos do IX não seriam suficientes. Disse que o primeiro orçamento para solucionar o problema foi superior ao orçamento anual do NIC.br. Basicamente é um problema que já tinha ocorrido anteriormente. 

Luiz Fernando destacou que o problema com o IX.br gerou algumas preocupações. O Departamento Jurídico do NIC.br foi incumbido de revisar os contratos e considerar apólice de seguro. 

Para concluir, Milton mencionou a realização da VIII Semana da Infraestrutura da Internet de 10 e 14 /12. 

Thiago Tavares registrou apoio à estratégia do IX.br. Reforçou o aspecto do IX.br ser uma infraestrutura colaborativa.

Luiz Fernando registrou envio de material para a lista CG-TT que trata das melhores práticas para consumidores de IoT, produzida pelo governo britânico. Recomendou que os conselheiros olhassem o documento e avaliassem a possibilidade do CGI.br e CERT.br fazerem algo semelhante nesse campo.

Nada mais havendo a registrar, a reunião foi encerrada.